De repente, um ser totalmente
desprovido de beleza e caridade.
Seu olhar sorrateiro ganha na
marra e na surdina rouba os corações desprevenidos.
A luta está ganha, falta
vencer a guerra que assola essa sociedade de merda.
No punho da mão direita a camisa
sangra.
A navalha rasga a carne humana
que apodrece nos prazeres mundanos.
Olha e descobre que já é tempo de
voltar pra casa.
A perdição não o deixa ver aquela
que está sentada na varanda tricotando a vida alheia.
Anda em círculos tateando algum
talento, mas o que vê?
Olhos assustados, fumando um
beque pra ficar legal...
E agora o que faço aqui no centro
das atenções? Os olhos continuam atentos na parada legal.
O batuque na pista soa como
alarmes da segunda grande guerra.
Hora de se esconder.
Os alemães estão em toda parte
cheirando judeus a marchar nos “lindos” campos de concentração.
Bang bang, ouve ao fundo tiros na
berlinda.
O paredão está formado.
Flores! Aqui sangra um estudante
de artes cênicas.
Apunhalado com o canivete feito
de estilete da velha guarda.
Guardadores da ordem e dos bons costumes.
Por Gesse André