Dourados MS, 29 de Setembro de 2011
TEXTO: Dejours,C. "Uma nova visão do sofrimento humano nas organizações". IN. Chanlat, I.F. O indivíduo na organização.
Começamos com um breve relato das aulas passadas. Foi citado como a Psicologia Organizacional entrou nas empresas. Para Naritta, as organizações são feitas por pessoas e se faz necessário estudar o comportamento humano no trabalho, pois com o tempo os valores passaram a ser questionados.
Cita como exemplo a cultura japonesa, que tem um comportamento no trabalho mais rígido, mas que na atualidade estão sendo preteridos por um comportamento mais aberto. O comportamento brasileiro ganha projeção a partir de então.
Neste contexto passou a estudar também a psicanálise, outra área do comportamento, inserida na Psicologia do Trabalho. Área essa que passou a ser chamada de Psicodinâmica do Trabalho.
A Psicologia passou a ser determinante nas empresas, pois o comportamento humano não pode ser previsto e controlado.
O objetivo da empresa é ter produtividade.
Outro item citado em sala é sobre a Psicologia comportamental que prioriza o âmbito cognitivo* (conhecimento racional),pautada no controle externo dos trabalhadores.
*A Terapia Cognitivo Comportamental teve início nas décadas de 50 e 60. Sua fundamentação teórica originou-se a partir dos princípios comportamentais de Pavlov e Skinner.
Mais recentemente, Aaron Beck contribuiu de forma determinante na constituição de um modelo psicológico baseado em intervenções cognitivas, calcadas sobre a interrelação do pensamento, emoção e comportamento.
Beck também ajudou a entender e a modificar a forma de tratamento psicológico de várias condições como a depressão, ansiedade e transtorno de pânico e definiu a Terapia Cognitiva como: “ela se fundamenta na racionalidade teórica de que o afeto e o comportamento de um indivíduo são em grande parte determinados pelo modo como ele estrutura o mundo”. Ou seja, o que é responsável pelas emoções e comportamentos não são os eventos em si, mas os pensamentos ou interpretações que fazemos dos fatos.
Há elementos intríscicos na Psicologia do Trabalho como a subjetividade - entender elementos aparentemente irracionais (psicanálise), ou seja, algo no nível do inconsciente tal como, fantasias que geram sofrimento mental e acaba fazendo com que o indivíduo conviva no individualismo.
Lembrando que a base teórica da Psicologia Comportamento se dá através do behaviorimos. Os precursores dessa teoria foram Edward L. Thorndike e John Watson. Para Thorndike todo comportamento animal, inclusive o homem, tende a se repetir, se for recompensado (reforço positivo) ou se for capaz de eliminar um estímulo aversivo (reforço negativo) assim que emitir o comportamento.
Ao ler Dejour, entende se que o desenvolvimento da Psicopatologia do Trabalho desenvolve suas ações no sentindo de entender como os trabalhadores, em sua maioria, conseguem manter um equilíbrio psíquico na normalidade da situação. Ou seja, o autor afirma que vem investigando quais as estratégias encontradas pelos trabalhadores para enfrentar as várias situações do trabalho.
Em sala foi citado Hobbes e Rousseau. Para Hobbes há o princípio do prazer (ID), o homem vive em busca da realização do prazer por viver em sociedade tente a sofre por não realizar os seus prazeres, pois para respeitar regras de condutas o homem se frustra por não realizar seus desejos mais íntimos.
ID significa, instância psíquica que tem origem na natureza.
Fora falado sobre o superego. O indivíduo tem que assimilar regras e normas da sociedade e acaba falando pra fora (actingout), tendo um comportamento sem assentamento. Um agir sem contato.
Não podemos esquecer que durante a aula Freud, S. fora citado, pois no campo da psicanálise ele estudou e se preocupou com o incesto, através do complexo de Édipo de Sofócles.
"Freud notou que na maioria dos pacientes que teve desde o início de sua prática clínica, os distúrbios e queixas de natureza hipocondríaca ou histérica estavam relacionados a sentimentos reprimidos com origem em experiências sexuais perturbadoras. Assim ele formulou a hipótese de que a ansiedade que se manifestava através dos sintomas (neurose) era conseqüência da energia (libido) ligada à sexualidade; a energia reprimida tinha expressão nos vários sintomas neuróticos que serviam como um mecanismo de defesa psicológica. Essa força, o instinto sexual, não se apresentava consciente devido à "repressão" tornada também inconsciente. A revelação da "repressão" inconsciente era obtida pelo método da livre associação (inspirado nos atos falhados ou sintomáticos, em substituição à hipnose) e pela interpretação dos sonhos (conteúdo manifesto e conteúdo latente). O processo sintomático e terapêutico compreendia: experiência emocional - recalque e esquecimento - neurose - análise pela livre associação - recordação - transferência - descarga emocional - cura".
Fonte: Cobra, Rubem Q. - A Psicanálise. COBRA PAGES: www.cobra.pages. nom.br, Internet, Brasília, 2003.("Geocities.com/cobra_pages" é "Mirror Site" de COBRA.PAGES)
E tão pouco sobre o narcisismo. Mas o que é narcisismo?
De acordo com o wikipedia;
"A palavra narcisista se refere a alguém que se preocupa demasiadamente por si mesmo, considerando-se superior a todos incluindo seus amigos e sua família. A palavra narcisista, vem de Narciso, personagem da mitología Grega. Narciso era um jovem muito bonito. Muitas mulheres queriam namorá-lo, mas ele era muito vaidoso e orgulhoso e rejeitava a todas. Uma das mulheres rejeitadas foi a menina Eco.
Eco se sentindo perdida trancou-se em seu quarto, sem comer nem beber. Assim se foi consumindo lentamente de dor, até que desapareceu e somente podia-se escutar sua voz nas paredes do quarto. Dai a palavra "eco". A deusa Némesis (A deusa da vingança) escutou as preces de Eco e decidiu castigar a Narciso para que sofresse da mesma maneira que ela.
Um dia, Narciso foi tomar água no rio. Ao agachar-se e beber, viu seu próprio rosto refletido na água. Némesis usou seus poderes para que Narciso se apaixonasse loucamente por essa imagem. Narciso não podia deixar de olhar-se. Queria tocar sua imagem e abraçá-la, mas não podia pois desaparecia ao tocar na água. Tampouco a podia ver bem, pois as ondas do rio o impediam. Ele não se podia beijar, pois a imagem desaparecia. Assim se tratando de admirar a si mesmo, pulou no rio e se afogou".Retirado de http://pt.wikipedia.org/wiki/Narcisismo…
Por fim, a turma discursou com a professora Naritta, sobre o nosso comportamento em sociedade, na própria faculdade.