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Aos olhos de todos, ele é bonito,
inteligente, articulado e sensível. Mas não sente compaixão ou empatia por nada
nem ninguém. Para seus vizinhos, amigos e família, a bondade é seu retrato. Mas
ele não tem consciência, culpa ou remorso dos seus atos mais cruéis. Sim, tudo
isso cabe em uma pessoa só. Tudo isso faz parte de Eduardo Borges (Bruno
Gagliasso), o Edu. Um criminoso sádico, um predador frio e calculista: um
serial killer. E é em torno da mente deste psicopata grave, que mata por puro
prazer, que a trama principal de ‘Dupla Identidade’ se desenvolve.
O suspense em torno de Edu (Bruno
Gagliasso), seus pensamentos e seus crimes irão permear toda a história. Quem
será sua próxima vítima? Quando ele irá atacar novamente? Como ele consegue
enganar todas as pessoas à sua volta? Será que os investigadores conseguirão
prendê-lo? Estas são algumas das questões que farão parte do seriado, uma
criação da autora Gloria Perez, com direção de núcleo e geral de Mauro Mendonça
Filho, e codireção de René Sampaio. A estreia está prevista para o dia 19 de
setembro, nas noites de sexta-feira, após o ‘Globo Repórter’. Além de Bruno
Gagliasso, estão no elenco Débora Falabella, Luana Piovani, Marcelo Novaes,
Aderbal Freire Filho e Marisa Orth, entre outros.
“Chamamos ‘Dupla Identidade’ de
suspense psicológico porque apresentamos a história através da mente do serial
killer, e do desafio que é decifrar sua mente através da maneira como comete
seus crimes. Mostramos a arte da manipulação que ele utiliza para conquistar
seus objetivos e a maneira como constrói a máscara social que permite com que
transite pelos mais diferentes grupos, vivendo uma vida dupla sem despertar em
ninguém a mais leve desconfiança. Tudo isso de uma maneira irresistivelmente
sedutora. Esse é o nosso Edu” apresenta a autora Gloria Perez. “Um camaleão.
Muda de personalidade de acordo com quem ele quer agradar, com uma facilidade
impressionante. Isso faz com que ele transite por mundos totalmente diferentes,
com igual desenvoltura em todos eles”, complementa o diretor-geral Mauro
Mendonça Filho.
Vida dupla
Imagine – se puder – como é viver
uma vida paralela, em tudo contraditória. Edu (Bruno Gagliasso) é assim. Um
perfeito camaleão, que se esconde por trás de uma vida absolutamente comum, de
rapaz adorável, namorado perfeito, amigo ideal. Mas, na verdade, ele é um
serial killer, autor de uma série de assassinatos que assombra o Rio de
Janeiro, preocupa um governo empenhado numa reeleição e desafia os esforços da
polícia.
Para todos que o conhecem, Edu
(Bruno Gagliasso) é um jovem esforçado e ambicioso. Formou-se em Direito e
cursa a faculdade de Psicologia – o que, para um serial killer pode ser muito
útil. Audacioso, trabalha no escritório de advocacia de Assis (Gláucio Gomes).
Como todo serial killer, o poder é o foco de Edu (Bruno Gagliasso). É o poder
que ele busca quando manipula, quando mata, quando se aproxima do senador Oto
Veiga (Aderbal Freire Filho) como um jovem admirador que quer ser como ele,
para experimentar, também, o poder político.
No esforço para compor a máscara
social, reserva uma noite de sua semana para trabalhar como voluntário no GAV
(Grupo de Apoio à Vida), um serviço social que atende telefonemas de pessoas
que estão precisando de ajuda e apoio. Tudo para não despertar suspeitas em torno
de sua vida dupla. Com tantos disfarces, aqueles que convivem com a máscara,
não enxergam, ou não percebem, sua face real: a de assassino.
Cega de amor
Ela é Ray (Débora Falabella).
Sensível, batalhadora, trabalhando com moda, ela cria sozinha sua filha e acaba
encontrando em Edu a personificação do homem ideal. Emocionalmente instável,
Ray (Débora Falabella) é uma border (portadora de transtorno borderline), uma
mulher que ama demais e se empenha para não enxergar nada que possa destruir
seu sonho romântico. Não percebe a ‘Dupla Identidade’ de seu namorado.
“Ela só se realiza na ligação
afetiva com outra pessoa. Precisa se entregar completamente ao outro para
encontrar uma identidade. Já ele precisa controlar completamente o outro. Para
um psicopata, viciado em manipulação, controle e poder, uma mulher com
personalidade fluida se torna perfeita. Uma relação difícil para uma border,
mas extremamente conveniente para o psicopata”, afirma Gloria Perez.
Os caçadores de mentes
Na busca pela resolução dos
assassinatos cria-se uma força tarefa para cuidar exclusivamente desses crimes,
preparada com as técnicas mais avançadas da perícia criminal. O núcleo
investigativo é comandado pelo delegado Dias (Marcelo Novaes) e pela psicóloga
forense Vera (Luana Piovani), que, tendo feito estágio no setor do FBI, estuda
o comportamento criminoso e foi chamada para integrar a equipe. A chegada da
nova colega desperta inquietação em Dias (Marcelo Novaes), e, em alguns
momentos, ele se sente incomodado com sua presença, já que enxerga na solução
dos casos um passaporte para o reconhecimento na carreira.
Ambos têm personalidades muito
diferentes, mas, de alguma maneira, se completam. Já trabalharam juntos no
passado e viveram um romance tempestuoso. Mas acabaram seguindo caminhos
diferentes. Vera (Luana Piovani) é solteira, inquieta, impetuosa, explosiva,
vaidosa e sedutora. Terminou o relacionamento com Dias (Marcelo Novaes) para arriscar
uma carreira no Exterior. Já Dias (Marcelo Novaes) optou pela segurança do que
já tinha conquistado. Introvertido, dedicado e sério, se casou, teve filhos e,
ao mesmo tempo em que não compreende nem aprova as opções de vida de Vera
(Luana Piovani), sente fascínio por sua independência e arrojo. Neste
reencontro, há sempre uma delicada tensão entre eles, que nasce da descoberta
de que a velha paixão ainda está viva, e pulsa forte.
Durante as investigações, Edu
(Bruno Gagliasso) e Vera (Luana Piovani) se testam constantemente, numa disputa
por superioridade intelectual. Como qualquer pintor, escritor ou compositor, um
serial killer sempre deixa uma “assinatura” em seus crimes. E, mesmo lançando
mão das técnicas mais avançadas da perícia criminal, Vera (Luana Piovani) sabe
que existe uma única possibilidade para desvendar a identidade do assassino:
sua capacidade de ler sua mente. Como os mais “competentes” seriais, Edu (Bruno
Gagliasso) é mestre em apagar vestígios, mas, vaidoso, faz questão de provocar
a polícia, lançando pistas, propondo um verdadeiro jogo de gato e rato, no qual
por vezes não se sabe quem caça e quem é caçado.
“Nosso projeto é trazer para a TV
aberta um gênero até então restrito à TV fechada: o policial de suspense e suas
personagens tradicionais - o serial killer e o caçador de mentes”, explica
Gloria Perez.
Fogueira das vaidades
Visto por todos como um jovem
brilhante, Edu (Bruno Gagliasso) enxerga em seu emprego no escritório de
advocacia de Assis (Gláucio Gomes) a oportunidade de subir na vida. Ambicioso,
ele usará todas as suas artimanhas para entrar na roda de influências do
senador Oto Veiga (Aderbal Freire Filho), do qual Assis (Gláucio Gomes) é
assessor.
Velha raposa do universo
político, Oto (Aderbal Freire Filho) dança conforme a música e não poupa
esforços para articular a próxima candidatura e angariar mais eleitores.
Investe pesado na criação de uma imagem de homem conservador, que exalte seu
caráter, e se esforça para manter as aparências de uma família perfeita, construída
ao lado da esposa, Sylvia (Marisa Orth), e de seu filho, Junior (Bernardo
Mendes). Mas, nos bastidores, a realidade é bem diferente. Sylvia (Marisa Orth)
está exausta por desempenhar o papel que lhe cabe na encenação e seu filho não
tem orgulho algum do pai.
Como a maioria dos psicopatas,
Edu (Bruno Gagliasso) é sedutor, e usa todo seu poder para conquistar não só o
senador Oto (Aderbal Freire Filho), mas também Sylvia (Marisa Orth), que
enxergam nele um novo talento. Um jogo de vaidades em que todos, sem exceção,
defendem apenas seus interesses. Até porque, quando a questão é ter o controle
e exercer o poder, não há terreno mais atraente para um serial killer.
Tecnologia 4K – Inovação em todas as fases de produção
‘Dupla Identidade’ será o
primeiro seriado inteiramente gravado e pós-produzido em tecnologia 4K. Pela
primeira vez, em todas as etapas que envolvem a criação de um programa na TV
brasileira, desde a captação até a edição de efeitos visuais, está sendo usada
a tecnologia ultra-high definition, que oferece quatro vezes mais pixels que o
HD, que proporciona maior definição e qualidade de imagem e transforma imagens
em experiências muito próximas do real para o telespectador.
Pioneira na adoção de novas
tecnologias para a TV no país, a Globo já utiliza câmeras 4K para captação de
imagens para a criação de efeitos visuais nas suas produções e recém concluiu
uma instalação com o estado da arte em tecnologia 4K para finalização de
programas na tecnologia UHDTV 4K. A iniciativa de usar a tecnologia no seriado
partiu do próprio diretor-geral Mauro Mendonça Filho. “Como a câmera capta mais
informações, ela revela todos os detalhes da gravação. Das cores ao acabamento
do estúdio, passando pelos detalhes do cenário, do figurino. Revela até os
reflexos nos óculos e a textura da pele dos atores. E ainda tenho mais
liberdade de mudar alguns detalhes na pós-produção”, ressalta Mauro.
Pesquisas e curiosidades
Sempre muito cuidadosa nas
pesquisas para seus trabalhos, a autora Gloria Perez publicou um blog
especialmente para o seriado. O site –
http://gloriaperez.com.br/duplaidentidade – é alimentado sempre com informações
sobre o tema, curiosidades e até mesmo bizarrices que a autora descobriu
durante o processo. Uma delas foi a história da romena Vera Renczi, que viveu
nos anos 20 e fez 35 vítimas, todos maridos e namorados. Se fosse traída, ou
notasse qualquer sinal de distanciamento, ela abria seu potinho de arsênico e
os eliminava, sem dó. Depois, os enterrava no porão, onde muitas vezes sentou
numa cadeira de balanço, reinando sobre os ex-amores.
Outro exemplo é a história de
Rodney Alcala, que assustou a Califórnia nos anos 70. No meio da sua onda de
crimes, ele se inscreveu no Dating Game, uma espécie de programa de namoro na
TV americana, e acabou ganhando. Por sorte, a moça que o escolheu acabou não
saindo com ele.
Histórias internacionais,
personagens nacionais e curiosidades também estão no blog. O termo serial
killer, por exemplo, foi criado pelo criminólogo Robert Ressler, diretor da
Unidade de Ciência do comportamento do FBI na década 70. Psicopatas como Ed Gein,
Peter Kurten e Jhon Gacy já foram inspiração para filmes conhecidos como
“Dragão Vermelho”, “O Silêncio dos Inocentes” e “Hannibal”.
Todas essas informações
alimentaram a autora de referências para a criação dos personagens.
"Durante a pesquisa, percebi que todas as séries e filmes que conhecemos
de alguma maneira remetem a casos reais, mas nosso Edu (Bruno Gagliasso) não é
o retrato de nenhum assassino da vida real. Ele apenas tem algumas das
características e fatos acontecidos com serial killers reais, mas é um
personagem da ficção”, reforça Gloria.
Webdocumentário exclusivo no Gshow
Pela primeira vez uma produção da
Globo vai ter um webdocumentário exclusivo sobre o universo explorado na TV.
Com apoio da direção da série, o doc vai abordar o caso dos serial killers de
forma documental para destrinchar o tema retratado na tela, além de mostrar os
bastidores da produção de ‘Dupla Identidade’. Mesclando cenas reais e da trama,
os episódios falam sobre casos reais, como o de John Gacy, Dennis Reder, Ted Bundy
e Richard Ramirez. Além disso, a rotina dos profissionais que atuam nas linhas
de investigação e a evolução da Medicina e da Psicologia no tratamento dos
distúrbios de personalidade também serão mostradas. O ator Bruno Gagliasso, a
autora Gloria Perez, a psicóloga Ana Beatriz Barbosa, a escritora Ilana Casoy,
a perita Rosangela Monteiro, o delegado Rodrigo Oliveira, o pesquisador de
neurociências Ricardo de Oliveira e a psiquiatra forense Hilda Morana estão
entre os entrevistados. Mais informações: http://gshow.globo.com/programas/dupla-identidade/index.html.
Texto: TV Globo
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