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sexta-feira, 18 de abril de 2014

E SE...

De repente, um ser totalmente desprovido de beleza e caridade.

Seu olhar sorrateiro ganha na marra e na surdina rouba os corações desprevenidos.

A luta está ganha, falta vencer a guerra que assola essa sociedade de merda.

No punho da mão direita a camisa sangra.

A navalha rasga a carne humana que apodrece nos prazeres mundanos.

Olha e descobre que já é tempo de voltar pra casa.

A perdição não o deixa ver aquela que está sentada na varanda tricotando a vida alheia.

Anda em círculos tateando algum talento, mas o que vê?

Olhos assustados, fumando um beque pra ficar legal...

E agora o que faço aqui no centro das atenções? Os olhos continuam atentos na parada legal.

O batuque na pista soa como alarmes da segunda grande guerra.

Hora de se esconder.

Os alemães estão em toda parte cheirando judeus a marchar nos “lindos” campos de concentração.

Bang bang, ouve ao fundo tiros na berlinda.

O paredão está formado.

Flores! Aqui sangra um estudante de artes cênicas.

Apunhalado com o canivete feito de estilete da velha guarda. 

Guardadores da ordem e dos bons costumes. 

Por Gesse André

terça-feira, 18 de março de 2014

MARAT-SADE: ONDE SE FEZ MORADA

Quando fui apresentado ao texto de Peter Weiss me deparei com a impotência, a inercia e a falta de tesão. O meu ponto de partida foi a observação. Tive o desejo da concretização, mas também tive o temor das escolhas incertas, de não encontrar o personagem. Nesse processo o destino me mostrou um lugar sombrio com um amontoado de retalhos sem nexo e desconexo na linha de chegada e de partida. Mas foi durante esse caminho, em alguns momentos perigoso, em outros mais seguro, que eu encontrei a maior parte das minhas experiências que serão úteis num futuro próximo. Optei pelo descaminho e resolvi gravar na memória apenas as coisas boas, pois são essas que nos constroem de fato.


Aceitei todos os riscos desde o primeiro momento que disse não para a troca de diretor. Desde o momento em que deixei de contar com uma parceira de cena. Desde a primeira reunião de elenco/aluno. Todas essas nuances perpassaram pela encenação e mesmo que eu queira é num projeto como esse que estão todas as áreas de um bom espetáculo: interpretação, cenografia, execução de figurinos, luz e sonoplastia.

Acredito que tivemos riscos calculados e medido pela força de vontade desmedida da turma do bem, a entrega do corpo e da alma para o personagem, o desejo de ir mais longe, de quem lutou para aproveitar o máximo da experiência dos profissionais que percorreram alguns momentos dos ensaios, da descoberta do querer mais, desde os primeiros passos, mesmo não sabendo exatamente que caminho percorrer. É nesse caminho da incerteza que temos a necessidade de concretizar nosso sonho, o de passar pelo processo de montagem de um espetáculo.

Pisamos no palco com a certeza de que não foi uma simples apresentação para obtenção de notas, mas uma apresentação que nos mostrou que somos sim, capazes de atuar e que somos dignos das bênçãos dos deuses da arte. Bebemoramos na fonte de Marat-Sade. Nela descobrimos as duas faces da mesma revolução, ficamos lado a lado com os loucos representando sabe lá o quê. Se tivemos corpo são e mente sã para sair dessa experiência como entramos? Não sei.

O processo foi longo, tenso e intenso. Fomos imaturos. Palavras foram ditas fora do contexto. Ouvimos, choramos, ficamos possessos, mas também rimos, brincamos, fortalecemos laços de amizade. Tentamos buscar a persona através dos exercícios. Tivemos momentos de teoria na qual descobrimos o que a história registrou, os atos políticos, remexemos dentro da gente os lugares mais longevos e obscuros. Entregamo-nos de corpo e alma na loucura naquele período assustador e fizemos um parâmetros com acontecimentos atuais. Pois hoje somos mais inteligente do naqueles tempos já passados.

Meu agradecimento ao mestre Braz que acreditou em nós, aos professores que sussurraram palavras de apoio e motivação. A minha turma que não é assim, uma turma comum... é a turma do impossível, mesmo nos momentos novela mexicana, não deixou o baixo astral tomar conta, qualquer coisa, lá estava a turma brincando de “ru”, de bolinha, seja lá o que for, daqui a pouco tudo será história que iremos contar para os filhos, netos, sobrinhos, cachorro, periquito, sei lá, para quem estiver afim de ouvir.  Meu obrigado vai com um pedido de desculpas pelas falhas, pelas palavras proferidas sem o intuito de magoar, mas que feriu feito ferro em brasa.

segunda-feira, 17 de março de 2014

KALIZE: A NOVA MUSA DO VERÃO DOURADOS


Apontada como a nova promessa no cenário musical douradense, Kalize se apresenta novamente no Verão Dourados. Com um estilo voltado ao reggae e a MPB, tendo como referências as cantoras brasileiras Ana Carolina, Pitty, a banda Chimarruts, e os cantores Jason Mraz e Bruno Mars, Kalize quer encantar o público com sua voz calma.

Kalize levará ao palco um show especial com músicas que estão na parada de sucesso. A expectativa é grande, já que abrirá os shows de Alex e Yvan e Kleber e Kleberson noite de 22 de março no Parque Antenor Martins.

Atualmente, a jovem estuda Artes Cênicas na UFGD. Além de cantar, compõe e pratica violão.

Contatos para show: (67) 8185-9545 e (67) 9957-3173

SERVIÇO:
QUANDO: 22 de março
ONDE: Parque Antenor Martins – Parque do Lago - Dourados
HORÁRIO: 20h
QUANTO: Entrada gratuita

CLASSIFICAÇÃO: livre