Ela é uma garota descolada, foi criada com tudo que há de melhor... Mas sempre faltou algo em sua vida... O que será que tanto reclama essa menina? Dores percorrem o seu corpo, fazendo-a sentir pulsar um pouco de vida, mesmo que seja através dos lamentos... Não! Não é bem isso que deseja a pobre menina rica. Ela quer mais, muito mais... Hoje pela tarde percorreu as principais avenidas da cidade enlouquecida, a procura de algo, alguém ou qualquer coisa que a fizesse se sentir amparada e querida pela multidão. O que encontrou foi mais dor e solidão. Então resolveu radicalizar. Raspou os cabelos. Colocou o dedo no nariz e na ferida. Cuspiu no chão. Chorou e deu várias gargalhadas ao léu.
Enfim, teve mais uma desculpa qualquer para adormecer sem nada produzir de útil... O que se sabe sobre ela é descartável. Ninguém nunca soube o que ela realmente sente ou deseja ao sorrir... Tudo que quer é ser aceita. Cansou de ser rejeitada. Por onde anda vê flores mortas. Gente maldizendo o clima. Sai! Sai daqui! Grita em ti o desespero. A falta de afeto. Não quer. Quer. Não sabe. Sabe. Porque vive nesse amor doentio? Quer falar que acabou, mas falta coragem. Te medo de perder a amizade, mas que amizade? Caraca, não dá mais, está insuportável. Você anda lado a lado, mas não diz o que sente. Tem medo de ficar a sós. Quando alguém diz, vamos? Você afirma: não dá, vai chover. Pra que? Vamos gastar tempo sem precisão.
Sente vontade de andar com mais gente, ficar rodeada de falsos amigos, colegas... Sei lá. Sente falta de gente por perto e das loucuras insanas.
Hei garoto você é sangue bom! Diz a menina descolada. E ele: e daí? O que quero mesmo é ter sangue podre nas veias. Morrer maltrapilho, mas com a certeza de que a felicidade até existe.
Hoje a pobre menina rica quer apenas transar, transar e transar. Esquecer que as pessoas lá fora existem. Que o mundo existe. Que você existe. Hoje essa dor sufoca, mas ela gosta de se sentir mal, confusa e louca.
Fale-me um pouco de você. Quero ouvir mentiras se tornando verdades através desses lábios cor de mel. Carnudo e deliciosos.
Ela: Credo como a gente é idiota quando se está amando. Que gosto tem uma boca? Acho que a gente vira canibal por achar delicioso um lábio carnudo. Está cru. Sem sal, sem sabor.
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Sou a extirpe da raça humana. Sou o mais sombrio dos pesadelos. Sou aquela que deixa entrar nas entranhas o teu gozo. O teu prazer infame. A felicidade momentânea.
Por fim, sou aquela que te deixa mal pela manhã. Principalmente quando você percebe que transou sem proteção. Muitos me chamam de consciência. Eu prefiro ser a mais desprezível das doenças. A carnificina humana. Sou o sexto anjo da escuridão, ou seria o sétimo? Não importa. Sou aquela que te dá todo medo e te despreza quando é chegada a hora da partida...
Ps.: Imagens da internet
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