Despedida é sempre despedida, mesmo que seja para troca de setor. Achei interessante e resolvi compartilhar na blogsfera.
Três mil e trezentos e dois dias.
Setenta e oito mil e oitocentos e oitenta duas horas. Quatro milhões setecentos
e trinta e dois mil, novecentos e vinte minutos. Esse foi o tempo de hibernação de um sonho.
Hoje eu sei por que demorei tanto tempo para ir embora. Não fui porque temia
sentir essa dor que estou sentindo agora... Hoje o tempo passa mais devagar pra
eu degustar a despedida. Hoje a vida me pede novos horizontes... Hoje é o dia
do choro descontrolado misturado com alegria e tristeza.
Não posso culpar
ninguém pela dor da tristeza, mas posso agradecer e muito pelas alegrias nesses
quase dez anos. Eu não podia imaginar as coisas que me aconteceriam, o início
foi incerto, confuso e incomum, onde todos os estranhos fariam parte da minha
vida, onde todos os cantos teriam histórias escondidas. Aqui passei os melhores
anos de minha vida, fiz amigos, muitos dos quais, me acompanharão para sempre.
Por isso tenho que comemorar!
Hoje posso olhar para trás e ver
por tudo o que já passei. Sem dúvida, inúmeros bons momentos, de alegria, de
vitórias e de cumplicidade. Devo esquecer aqueles que me impuseram obstáculos
infundados e agradecer àqueles que me impulsionaram adiante. É hora, mais do
que nunca, de valorizar as amizades e os conhecimentos adquiridos aqui.
Antes de ir não posso jamais
deixar de agradecer algumas pessoas que me fizeram mais forte, mais seguro
profissionalmente. Meu grande amigo Rodrigo Lopes, quantas vezes discutimos e
no final descobrimos que brigávamos por um único objetivo. A Débora, a doce
pimenta Débora, que tem uma vida inteira pela frente. Ao meu sempre culpado por
estar aqui, Antonio Marcos, o Tonhão, minha eterna gratidão. Ao mestre de
sempre Edmundo. Eita Edword, quantas viagens? Quantas curvas das estradas que
não são de Santos percorridas juntos pelo interiorzão de MS? Eddie meu amigo
que ensinou a diplomacia entre clientes, fornecedores e autoridades. Meu
elétrico líder Cícero, sentirei saudade das nossas gargalhadas e do nosso
desejo de fazer um marketing mais eficaz, mais dinâmico. Ao grande Balla que,
mesmo de longe, sempre me incentivou. A Livia com seu sorriso largo juntamente
com sua equipe sempre disposta a ajudar... Se existisse uma palavra mais forte
que obrigado, tenha certeza que estaria usando neste instante.
Hoje conversarei menos com meus
colegas do marketing/cabeça de rede. Mas cada um estará nas minhas doces
lembranças. Renatinha Corumbá, Ladário existe e um dia aportarei por ai para
conhecer as maravilhas da cidade branca. Amigos do MT continuem nessa vibe,
vocês tem tudo para alçar voos longevos.
Vivi, onde quer que eu esteja estarei torcendo pelo seu sucesso. Giane
Maria e Leila, mulheres de fibra meu agradecimento vai em forma de trabalho.
Juh, a gente continua na parceria.
Enfim, deixo cada um na correria
do seu dia a dia e na certeza de que o cavalo branco de todo sonho tem um tempo
certo para aparecer. E só passa uma vez. Se tiver medo, finge que tem coragem e
monta assim mesmo e vai. Não saberei nunca dizer adeus. Afinal, só os mortos
sabem morrer! Só vou ali, do outro lado do prédio da emissora. Agora casei, vou
para o jornalismo.
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